Capitulo 4
O corredor
Ao ver aquilo Kathy começou a chorar, afinal Natalie era como uma irmã pra ela. Fui até ela e pondo a mão envolta de sua cintura disse:
- É melhor sair daqui não é muito bom pra você
- Tem razão não vai ajudar em nada
Nós fomos até o fim do corredor
- Fique aqui – disse enquanto ajudava ela a sentar em um banco – vou pegar um pouco de água pra você – não era nada fácil ver ela daquele jeito me machucava muito, eu sabia que aquele “namoro” era uma forma de fazer ciúmes ao Jessen, mas pra mim já era mais do que só isso
Nó caminho havia alguém andando devagar com uma capa preta e segurando uma faca corri atrás dele ou dela naquele momento aquilo era o de menos
Ele foi em direção ao meu quarto até que virou para a porta que havia um pentagrama desenhado
Ei, quem é você? – gritei na esperança de que ele respondesse mais ele simplesmente sumiu deixando apenas a faca que estava completamente suja de sangue.
Naquele momento me veio a mente o ritual de iniciação da noite anterior, novamente eu estava perdendo o controle do meu corpo mais daquela vez era diferente afetava somente as pernas estava ficando tudo desfocado até o momento em que a garoto do sonho apareceu na minha frente com uma faca nas mãos, ele começou a andar em minha direção, de inicio não reagi mais quando tudo ficou mais real comecei a me arrastar pelo chão tentando me levantar
Sabia que tudo aquilo era em vão e parei e fiquei esperando até o momento que ele chegasse até mim aquilo tudo não era real então não havia nada pra ter medo quando estava chegando até mim simplesmente sumiu como vento
O movimento das minhas pernas foi voltando aos poucos talvez tudo aquilo fosse efeito do cansaço desde de que sai da enfermaria não havia descansando.
Ouvi alguns passos era Kathy estava se aproximando com uma expressão nada agradável, ela andava vagarosamente até me ver naquele estado deitado no chão
- A meu deus você tá bem – disse ela enquanto vinha correndo
- Ah sim estou foi só um tombo – era bem melhor parecer patético do que louco – vamos entrar
- Se você levantar primeiro – disse ela com um sorriso de meia boca como se estivesse forçando
- É seria bem melhor e bem mais fácil se eu for andando – ela completou o sorriso e aquilo me deixou muito feliz era perfeito saber que ela estava bem – me ajuda – disse estendendo a mão na direção dela
- Claro porque não – ela estendeu a mão pra mim estava meio suja de sangue
- Oque foi isso na sua mão?
- Ah não foi nada meu nariz sangrou um pouco só isso
- Só isso seu nariz sangra e você diz só isso, ARGH
- Calma não foi nada eu devo ter tacado o nariz em algum lugar só isso
- Tudo bem
A porta do quarto já estava aberta oque era estranho, pois eu havia trancado ela mais ignorei aquilo talvez tivesse sido Kurt
- Nossa isso tá meio bagunçado – disse ela olhando na direção de Kurt que estava dormindo com um saco de pipoca ao lado de sua cama
- Não se pode esperar muita coisa de dois homens no mesmo dormitório
- È tem razão – disse ela rindo – se você quiser posso ajudar a arrumar?
- Não mesmo a ultima coisa que eu permitiria e isso
- Tudo bem
- Você é minha namorada mais especificamente a garota que eu amo não irei deixar que você limpe o que eu sujo
- Nossa essa foi a declaração mais “diferente” que já recebi – Nós rimos, minutos depois o silencio se estabeleceu no local logo após sendo quebrado por Kathy – Sam posso te falar uma coisa?
- Pode confiar
- Tudo bem, pode parecer loucura mais eu vi um garotinho sujo de sangue com os olhos arrancados na minha frente, saindo do quarto da Nath, ele estendeu a mão para mim e foi ai na hora que meu nariz sangrou – ótimo eu não estava louco, não era o único que andava vendo um garoto de olhos arrancados andando por ali – e Natalie disse que havia visto ele de manhã – sua voz mudara completamente era triste e lagrimas desciam pelo seu rosto
- Você vai superar tudo isso, sei que – nós deitamos na minha cama, brinquei um pouco com seu cabelo, era horrível vê-la daquele jeito era como se eu estivesse vendo alguém morrer na frente, alguém que eu amasse muito, fixei o olhar em seus olhos, que foram se fechando aos poucos e então seus lábios e os meus se encontraram, por mais satisfatório que ele fosse, não me sentia bem por fazer aquilo então sai da cama
- Oque foi? – perguntou ela com uma cara de preocupada
- Nada, só não quero que pense que eu to me aproveitando da situação – so de pensar nisso, meu estomago tremia
- Não, foi até bom, me fez por um minuto, esquecer tudo isso – ela se aproximou de mim e eu dela e então a beijei novamente.
Capitulo 5
O diário
Naquela noite foi fácil dormir nós dois estávamos muito cansados, principalmente pra Kathy afinal não é nada fácil ver a melhor amiga morrer
O dia foi normal, quer dizer quase normal se não fosse pela aula de jornalismo na qual o professor praticamente recebeu um espírito no meu pai de uma discussão com um aluno e como a aula dele era tipo muito chata peguei meu iPod e fiquei escutando o cd do 30 secounds to mars, mais especificamente a musica “King and Quens”
- Posso sentar aqui? – era Jay estava com os olhos vermelhos e havia lagrimas descendo por seu rosto – todos os homens são safados
- Ô vai com calma garota – não é possível nem mesmo na faculdade não me livro desse papo de que nós homens não prestamos putz não são todos iguais
- Sam dá um tempo não vê que ela ta mal – Kathy me olhava com uma cara pior do que a da minha mãe quando descobriu que não era a única pro meu pai
- Tudo bem apenas quis...
- Jay, vamos conversar com calma, cê ta de cabeça quente – era o Blake que veio me interrompendo e pegando Jay bruscamente pelo braço, putz era difícil demais pra ele tomar “semancol” se ele continuasse mais um minuto ali era capaz de acabar acordar na enfermaria
- Eu já vou perdi a fome só de olhar pra cara desse idiota – fechei minha mão em um punho
- Sam – Kathy me pegou pelo braço – vê se não vai atrás de briga esse garoto é perda de tempo
- Não precisa se preocupar, não bato em crianças
No caminho até meu quarto como sempre passei pelo quarto que provavelmente seria de Stan mais porque aquilo me intrigava tanto era apenas um quarto e um sonho, eu podia ter ouvido esse nome por ai
Queria tirar de uma vez a prova de que não havia nada demais ali era só um quarto de um revoltado e psicótico
Ao tocar na maçaneta da porta me cabeça começou a latejar mais ignorei eu estava com raiva era normal sentir dor de cabeça girei a maçaneta, aquele lugar me incomodava
Fiquei perambulando pelo quarto até achar um “livro” me chamar atenção pra ser mais direto um diário tinha a capa escura e grossa com umas manchas (vindo daquele quarto não duvidaria nada que fosse sangue)
Peguei o diário e fui para meu quarto afinal não seria nada bom se alguém me visse ali em um quarto que não era meu e que já estava sem ninguém há anos
Ao chegar no meu quarto deitei na cama e comecei a ler era bem estranho na primeira pagina havia uma foto de uma família estranha passei a pagina e havia escrito:
11de outubro de 1990
Meu dia foi como os outros eu fui pra aula e vários garotos me zoaram os de sempre: Kathy, Anna, Alice, Paul, Blake, Jessen, Janet,Kurt e claro minha irmã Natalie.
Eles arranjaram um novo apelido pra mim Stan sanguinário só porque eu gosto de torturar os animais mais isso é normal pelo menos pra mim minha mãe diz que preciso de uma psicóloga mais isso não é verdade ela não vai resolver meu único problema que é os garotos da escola
Ah e hoje dissequei um sapo e torturei uma tartaruga isso não é perfeito estou aprendendo
E daqui a seis dias estará tudo certo eles iram estar todos mortos
Eu tenho que ir minha mãe tá chegando depois eu termino de falar sobre o ritual de reencarnação
- Sam você tá ai – rapidamente escondi o diário, era Alice – você tá ocupado?
- Não é algo muito importante? – minha voz estava meio preocupada
- Tem que conversar com alguém e você é a única pessoa que posso confiar, Kathy esta ocupada então so sobrou você
Tudo bem – não estava realmente tudo bem só precisava tirar aquele diário dali pra ficar tudo bem – mais, qual o problema?
- Ultimamente depois que a gente fez aquele jogo eu vejo um garotinho me perseguindo ele aparece até mesmo no meu sonho
- So por curiosidade, como é esse garoto? – não podia ser agora Stan estaria perturbando todos mais a troco de que? E aquilo no diário os nomes são exatamente iguais aos nossos
- Não gosto nem de lembrar, ele usa sempre a mesma roupa branca suja de sangue e anda segurando uma faca e sem falar nos olhos arrancados – era inacreditável ele estava atormentando todos nós
- E o nome dele seria Stan?
- Sim, como você sabe?
- Ele também vem me seguindo e ele pode ter sido um aluno daqui você já deve ter visto um quarto aqui perto nesse mesmo corredor com um pentagrama desenhado com sangue
- Não nunca vi tem certeza que é aqui mesmo?
- Sim tenho – Não, não tenho será que eu estava ficando louco?
- Eu nunca vi
- Na noite em que – minha voz tremia, eu mal conhecia a Natalie mais aquilo mexia muito comigo – a Natalie... eu vi o mesmo garoto ele foi até a porta desse quarto e sumiu so ficou a faca que ele sempre segura
- Nossa estranho, também vi ele nessa noite
- Putz já tá bem tarde não é estou morrendo de sono – eram 9:30 da noite, minha cabeça girava causando em uma dor insuportável
- Realmente não dá pra dormir na aula então é melhor dormir logo – disse Alice enquanto abria a porta
- Té mais

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