Capitulo 6
O sonho
Peguei o diário e guardei em uma gaveta estava morrendo de sono teria que deixar para ler ele outro dia, foi fácil dormir exceto pelo sonho que eu tive
Eu estava em um corredor cheio de corpo presos nas paredes alguns vivos que me imploravam para matá-los eu seguia pelo corredor normalmente como se não houvesse ninguém ali a não ser eu até que um deles gritou meu nome voltei até lá era o Jessen estava todo cortado e me implorava para matá-lo
- me tira daqui, melhor me mata, não agüento mais ele tortura todos nós aqui, foi ele que matou a Natalie ela esta ali não suportou a tortura e acabou cortando partes do seu rosto
- Não a Natalie morreu lá no dormitório dela todos viram
- É isso que ele quer que vocês pensem mais agora me tira daqui rápido antes que ele venha
- Ele quem? – perguntei enquanto tirava ele dali era como uma fila as pessoas do fim estavam vivas e as do começo mortas e Paul estava depois de Natalie
- Stan
- Eu vou matar esse idiota
- Não nós temos que sair daqui rápido ele pode nos matar
- Tudo bem você tem razão, mais onde é a saída? – eu podia sentir que ele estava perto de nós como se houvesse uma ligação entre nós
- Ali – Era no fim do corredor mais havia algo de errado em ir por ali
- Não, não vou por ali deve haver outro caminho
- Não tem outro caminho
- Claro que tem ele está lá, posso sentir até mesmo ele respirando
- Tá louco
- Tudo bem se você quer ir por ali morra sozinho porque eu quero viver
Ele foi andando até o corredor e eu sabia que ele iria morrer mais não conseguia fazer nada era como se eu quisesse que ele morresse ao chegar no fim do corredor se virou e me olhou querendo dizer “idiota não tem nada aqui” talvez fosse o que ele achasse algo vinha na direção dele não conseguia ver direito oque era ou quem era
- Paul – foi a única coisa que no momento pensei em fazer ele se virou era Stan – corre vem por aqui
- Mais não tem saída por ai
- Corre
Ele começou a correr mais já era tarde Stan já estava bem perto desta vez segurava uma foice que ele levantou e direcionou até a perna de Paul, que caiu de cara no chão todo sujo de sangue, eu podia ver com muita clareza tudo que acontecia como se fosse eu que estivesse matando ele, a foice atravessava seu tendão enquanto ele puxava Paul pela perna até um tipo de sala no fim do corredor
Stan retirava devagar a foice da perna da perna dele enquanto derramava sal por todo corte, de longe eu podia escutar os gritos de dor de Jessen e mesmo estando muito longe via com muita clareza tudo que acontecia
A pele dele era retirada aos poucos e colocada em um balde cheio com sangue enquanto Paul sangrava sem parar, senti uma pancada forte em minha cabeça
Acordei assustado eram 3:00 da manhã olhei ao redor e a única pessoa que eu via era Kurt que roncava tanto quanto um cortado de grama voltei a dormir como se nada tivesse acontecido
Capitulo 7
O reinicio
Minha cabeça girava ao acordar como se uma pedra tivesse caído em minha cabeça,queria me levantar mais estava cansado demais pra isso então fiquei deitado na cama tentando pensar em algo e realmente consegui mais não era bem o tipo de pensamento que eu queria eu via flashes da “morte” de Paul na minha cabeça
Quanto finalmente consegui me levantar fui até o banheiro lavar o rosto, tentava esquecer aquele pesadelo horrível mais tentar esquecer me fazia lembra mais ainda principalmente daquele corredor que de alguma forma eu já teria ido lá
Havia um barulho estranho vindo de lá, um barulho semelhante ao de passos bem pequenos
A porta estava meio aberta havia varias baratas no banheiro vindo da banheira, elas andavam sobre um corpo mais so depois de algumas baratas saírem do rosto da pessoa que eu pode reconhecê-la, era Paul
Eu estava em pânico os flashes do meu sonho eram mais nítidos, se é que aquilo foi mesmo um sonho
Sai correndo pelo corredor pedindo ajuda mais não havia ninguém ali a não ser Stan ele vinha na minha direção havia uma luz vermelha no lugar dos seus olhos
“Você vai voltar para o quarto jogar esse cadáver fora e fingir que nada aconteceu” - sua voz era assustadoramente hipnotizante
E como se ele controlasse meu corpo eu voltei ao quarto e peguei o corpo segui até a escada no fim do corredor que dava na entrada da escola que estava vazia eu segui até a floresta com um galão de gasolina na mão a uma caixa de fósforo, joguei violentamente o corpo no chão olhei bem nos seus olhos e disse
- Vai pro inferno seu estúpido
Cuspi sobre seu rosto, com repulsa, abri o galão de gasolina e derramei todo sobre ele e peguei o palito de fósforo mais ele pegou na minha perna ignorei aquilo e simplesmente joguei o fósforo sobre ele que começou a pegar fogo
- O que você esta fazendo ficou louco – eu podia ouvir a voz e sabia que era de alguém que eu conhecia mais tudo que conseguia sentir era um ódio incompreensível mesmo assim ignorei tudo aquilo e me virei – Nunca imaginei que você fosse ser um assassino – era o Kurt estava segurando uma barra de ferro, era fácil de ver o ódio em seus olhos
- Sai da minha frente
- Claro que não
- Tudo bem se você não quer sair da frente por bem vou ter que fazer assim como fiz com ele – droga o que estava acontecendo comigo eu podia ouvir e ver tudo, e não conseguia mover um músculo, eu estava preste a matar meu companheiro de quarto
- Então vai em frente não tem medo de morrer – seus escoria sangue pelos seus olhos e seu corpo estava sem forças ele estava caindo aos poucos enquanto saia sangue por todo seu corpo como se cortes fossem aparecendo no seu corpo fazendo-o perder todo sangue do corpo que se misturava como a lama do chão – Oque você esta fazendo para com isso eu te imploro
- Achei que você não tivesse medo da morte – pisei em sua cabeça e continuei andando como se nada estivesse acontecendo, a floresta estava silenciosa e tudo que eu podia escutar era os gritos de dor do Kurt que eram cada vez maiores
Entrei no meu quarto e fui para o banho tomar banho para tirar todo o sangue que tinha sobre mim ao me olhar no espelho vi que havia uma luz vermelha no lugar dos meus olhos que foi sumindo dando lugar aos meus olhos ignorei aquilo talvez ainda estivesse com sono
Após sair do banho me vesti e vi que ainda faltava meia hora pra dar a hora das aulas então deitei na cama e senti algo duro na minha cabeça, era o diário peguei ele e abri na pagina que eu havia parado e dizia:
13 de outubro de 1990
Você deve estar curioso pra saber sobre o ritual de reencarnação não é , mais antes tenho que te falar das novidades você já sabe o que eu fiz com a Anna so estou um pouco triste pela minha mãe não consegue nem trabalhar direito depois que eu matei minha irmã mais é necessário se eu quiser viver mais um tempo, ontem eu matei o Paul e hoje o foi a vez do Kurt , nossa tá sendo tão divertido matar essas pessoas mais claro que eu vou ter que acelerar mais isso senão não poderei completar tudo em quatro dias
O despertador tocou já era hora de ir
Capitulo 8
O velório
Estava muito cansado então peguei o celular que estava perto da cama e liguei pra Kathy, ela não atendeu em nenhuma das 17 vezes que eu liguei e aquilo já tava me preocupando muito.
Olhei os compromissos no celular e vi que hoje era o dia do enterro da Natalie e que com certeza a Kathy estava lá
Peguei a chave do carro e sai correndo do quarto
Ao passar pela porta uma voz me disse “não vá, ignore-a é patético isso não vá” ela era calma como de uma criança e ao mesmo tempo era macabra e eu tinha uma sensação de já ter ouvido ela antes
- Cala boca – todos no corredor olharam pra mim, so naquele momento eu vim perceber que ninguém havia falado comigo
- Oque foi nunca viram não? – Putz ali estava eu ficando louco a cada minuto que se passava por causa do espírito um garoto psicótico que por algum motivo resolveu me atormentar e matar meus amigos
Tentei ignorar todas aquelas pessoas me olhando e segui o corredor até a escada que ia em direção a portaria e os elevadores.
“Não acredito que você seja tão fraco assim” – senti que havia mas alguém ali comigo do meu lado e era essa pessoa que estava falando tudo aquilo então por impulso olhei pra traz e ele estava lá Stan de cabeça baixa – “é já vi que vou ter que lhe forçar a não ir a esse enterro idiota” – as luzes do elevador começaram a piscar como se fosse queimar e ele estava se aproximando de mim – “porque você tem que ser tão estúpido, é incrível eu lhe dou a chance de ser imortal de ter vida eterna e você prefere continuar o mesmo mortal idiota que morreria por uma vaca qualquer” – as luzes apagaram-se – “isso assim é bem melhor” - ele levantou o rosto e a única coisa que eu conseguia ver ali era seu olhos vermelhos
- Oque você quer de mim afinal transformar minha vida em um inferno, matando meus amigos?
- “Nossa é incrível como vocês mortais são mal agradecidos, só não te mato agora mesmo por que eu iria poder terminar de vez o ritual”
- Tudo bem então espera só eu voltar desse enterro ai vamos ver se você é realmente imortal
- “nem pense em...” – a porta do elevador se abriu já havia chegado à garagem e Stan havia sumido no ar, então levantei do chão e fui até onde estava meu carro, demorou um pouco pra abrir a porta do carro por que eu derrubei a chave na hora de pega-lá
“ Tem certeza que você quer ir a esse enterro não é”
- Mais que droga será que da pra calar a boca eu já disse que eu vou pra esse porcaria de enterro e não vou mudar de opinião – Pra minha sorte as câmeras não filmavam com áudio e nem havia ninguém ali
A viagem foi meio longa afinal o cemitério era do outro lado da cidade e tive que parar em dois postos pra reabastecer já que como eu tava indo rápido demais estava consumindo mais gasolina, no caminho quase todo havia casas, lojas e algumas pessoas andando pela rua exceto por uma pequena parte que era totalmente deserta
Depois de algumas horas de viagem eu cheguei ao cemitério já era tarde, o cemitério tinha uma aparência meio macabra - diferente dos outros cemitérios que eu já havia ido – na entrada havia um portão enorme sem falar no peso dele – passei mó tempo pra abri-lo e tenho certeza que na volta não será diferente – os túmulos estavam meio acabados ali e logo me veio a cabeça outras mortes que havia acontecido naquele mesmo dia, então balancei a cabeça tentando afastar aquelas imagens torturantes da minha cabeça.
Sai andando até encontrar um tumulo de mármore com uma foto de Anna e embaixo escrito em letras douradas: “ Aqui jaz Natalie Harthing [1989-2009]”
Peguei então o buquê com vários tipos diferentes de flores que eu havia comprado no meio do caminho em uma cidadezinha pequena na qual eu havia parado para reabastecer e fechando os olhos eu jogo o buque em seu tumulo e me vem a cabeça todos os poucos e ótimos momentos em que nó nos falamos “ é realmente muito triste que ela tenha morrido tão nova” pensei
“Triste” – uma voz ecoou sobre minha mente em um tom meio estressado – “aquela vaga...”
-Cale a boca agora mesmo – varias pessoas olharam pra mim imediatamente, não podia deixar que ele falasse daquela forma com ela, então ignorei aqueles olhares sobre e ainda em um tom de voz alto continuei – Já basta você ter matado ela, ela não mereceu morte nenhuma só por que ela lembra a vagabunda da sua irmã não quer dizer que Jess vá ser uma também.
Droga havia gritado tão alto que minha cabeça girava naquele momento, varias pessoas estavam cochichando umas com as outras mas segundos depois o silencio se estabeleceu novamente, por pouco tempo, de longe ouvi o barulho mais que forte de um trovão, legal tudo que eu precisava nesse momento era de uma tempestade, agora eu teria que ficar ali não iria conseguir dirigir até o outro lado da cidade no meio de uma tempestade então fui até uma senhora que estava ali perto me dirigi até ela e toquei em seu ombro – ela estava de costa pra mim olhando um tumulo que parecia ser de algum parente
- Com licença – ela se virou e me olhou com uma cara de espanto como se eu tivesse assustado ela, seu rosto era bem enrugado, Ela tinha uma pele branca oque tornava mais visível suas profundas olheiras, seus olhos tinham um tom castanho bem escuro e fixei meu olhar neles por um tempo mas logo ignorei eles e lhe perguntei – Você saberia me indicar algum lugar pra eu me hospedar, é que eu moro do outro lado da cidade e fica bem perigoso eu ir nessa tempestade?
- Ah claro que tenho – sua voz era rouca parecia até que ela tinha algum problema na fala – eu tenho um pequeno albergue aqui se você não se importar de esperar so alguns minutos, ele fica aqui perto da pra ir a pé – reparei no tumulo no qual ela estava parada, tinha uma foto de uma mulher com um nome abaixo “Jane Avery – 1969/1999”, ignorei o fato de ela ter o mesmo sobrenome que eu, embora tivesse me deixado um pouco curioso
- Tudo bem eu espero não estou com pressa mesmo – Na verdade, eu estava eu odiava cidades pequenas elas me faziam lembrar-se da minha infancia, ou melhor, me fazia lembrar que eu na verdade não tinha nenhuma lembrança dela, era como se eu na tivesse uma, resumindo, eu tinha pressa sim
- Vamos? – era a senhora, é tudo que eu precisava era somente dormir e esquecer as coisas ruins que estavam me acontecendo ultimamente, minha vida andava um caos
- É vamos, eu estou morrendo de sono e não se preocupe so ficarei por essa noite
- Que é isso não tem problema nenhum – ela saiu na frente tentou abrir o portão, então eu passei a sua frente e abri pra ela – Brigada

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